Prefeito Zé Rover teria tomando conhecimento da transação

Muita gente está estranhando a intimação feita à Diocese de Ji-Paraná, para que se manifeste na ação movida pelo MP na justiça, contra envolvidos no esquema de corrupção que já levou cinco vereadores para a cadeia em Vilhena. O número pode aumentar com as apresentações de outros dois, que estão foragidos, mas prometeram se apresentar à PF nesta semana.

O FOLHA DO SUL ON LINE buscou informações sobre a participação da Igreja Católica no caso e ouviu um advogado, que preferiu se manter anônimo. O profissional confirmou que a Diocese de Ji-Paraná, à qual está subordinada a Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, terá mesmo que dar explicações.

Embora não haja qualquer evidência de que a instituição religiosa sabia do crime, ela recebeu dois terrenos (avaliados em R$ 20 mil cada), sob a forma de propina, através de lideranças políticas locais. Quem teria feito a solicitação dos imóveis num dos loteamentos aprovados na Câmara mediante pagamento foi o vereador José Garcia (DEM), o primeiro a ser preso e apontado como operador do esquema.

O prefeito Zé Rover (PP) também teria concordado com a cessão dos lotes, indicando que ele sabia das cobranças ilegais feitas pelos vereadores. O mandatário, no entanto, que estaria negociando uma delação premiada com o MPF e a PF, deverá explicar este e outros casos em que seu nome aparece.
Tudo indica que a denominação comandada mundialmente pelo papa Francisco não será denunciada, uma vez que não teria participado do crime. Mas, mesmo assim, deverá devolver os lotes que recebeu diretamente do dono do loteamento, cuja delação revela detalhes do episódio, mas que está sendo mantida em sigilo.