Assim que anunciaram que iriam instalar uma usina de álcool no município de Cerejeiras, os idealizadores da prometida indústria plantaram uma área de cana bem perto de onde ficariam as instalações do megaempreendimento. A atitude deu aos agricultores da região certa credibilidade, uma vez que a própria indústria estaria investindo no plantio.
Desde a promessa, em 2009, pouca coisa tem progredido em relação à efetiva instalação da usina. Chegou-se até mesmo a levantar uma construção no local onde seria a indústria, mas hoje nada existe além de um velho barracão inacabado e uma placa informando os dados do projeto.
Agora, no mês passado, mais um balde de água fria foi lançado na esperança de que a usina seja mesmo instalada em Cerejeiras. Parte da área onde havia sido plantada a lavoura de cana foi gradeada e, hoje, suporta uma lavoura de soja, conforme mostra a foto. Moradores do local afirmam que, gradativamente, a cana está dando lugar à soja.
Na cidade, corre um desânimo entre as pessoas quando o assunto é a usina. Um sitiante, vizinho ao local das poucas instalações que existem da usina, diz que o grupo empresarial que elaborou o projeto afirma que poderá instalar a indústria em Roraima, onde o financiamento seria menos burocrático.
Evidentemente, sendo uma propriedade particular, o dono pode plantar o que achar melhor. Esta não é a questão levantada nesta matéria. O problema é que a mudança de cana para soja está passando a mensagem de que a usina de álcool em Cerejeiras está cada vez mais longe de ser possível.
O site FOLHA DO SUL ON LINE entra em contato com o escritório da usina todas as vezes que produz reportagens sobre o tema. A resposta recebida é sempre a mesma: “Estamos indo atrás de financiamento”.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 18 de Dezembro de 2012, às 10:31