Entregadores querem trabalhar pelo menos até as 23:00h
 
Enquanto a pandemia avança, fazendo disparar o número de mortes por Covid-19 em Vilhena, a cidade vive um dilema que é, literalmente, de vida ou morte: as autoridades admitem que o Hospital Regional chegou ao limite e enxergam no isolamento social determinado pelo Governo de Rondônia a única chance de frear a taxa de transmissão; de outro lado, empresários se amotinam e alegam que o comércio não aguenta mais fazer sacrifícios, argumentando que os contágios acontecem nas festas e não nas lojas.
 
No meio do tiroteio, há lojistas não essenciais mantendo as portas abertas, ignorando o decreto, e vereadores tentando faturar politicamente com a insatisfação generalizada.
 
Com praticamente todos os segmentos autorizados a funcionar, mas apenas por delivery, um dos setores mais castigados pela paralisação é dos entregadores, que não podem circular mais entre as 20:00h e as 6:00h, a não ser os que transportam produtos essenciais.
 
Como a maioria entrega comida, o faturamento caiu bruscamente, porque é justamente no horário do toque de recolher que os pedidos são feitos. E a categoria anunciou que fará manifestações para cobrar das autoridades uma alteração no decreto para que eles trabalhem pelo menos até as 23:00h.
 
Além dos próprios motoboys, os donos de estabelecimentos que vendem alimentos (lanches, pizzas, espetinhos, marmitas etc) também amargam prejuízos por causa da redução de jornada e cobram alterações no decreto.