Ao tentar registrar uma queixa no Procon de Vilhena esta semana, um homem acabou revelando, sem querer, uma ilegalidade envolvendo um dos benefícios sociais mais importantes oferecidos a pessoas de baixa renda na cidade: o sujeito acusava a loja onde havia adquirido um notebook de ter lhe vendido um aparelho de má qualidade.
Ao apurar mais detalhes da queixa, o gerente regional do Procon, Acácio Félix (FOTO), descobriu que o denunciante havia comprado o equipamento usando o cartão do programa “Minha Casa Melhor”, do governo federal, que permite aos beneficiários do Bolsa-Família adquirir itens para mobiliar a residência.
O homem havia usado a senha da própria esposa e pretendia revender o notebook adquirido. Ao lhe explicar que o cartão deveria ser usado apenas para mobiliar a casa e somente pela titular, o gerente do Procon também o advertiu que poderia ser processado.
Acácio aproveitou para alertar as lojas de que as vendas feitas para terceiros que não são titulares dos cartões, podem resultar em prejuízos para os próprios comerciantes. “O cartão normalmente vêm em nome das mulheres porque elas se preocupam mais com as famílias. Infelizmente, o caso mostra que tem marido desviando o dinheiro para outras coisas”, lamenta.