Única profissional que realiza o exame está afastada “por problemas pessoais”
Uma universitária da área da saúde formulou uma denúncia junto ao Ministério Público de Vilhena contra a Prefeitura Municipal, por estar há quase três meses tentando fazer um exame de Hanseníase e não conseguir atendimento devido à falta de servidores especializados.
De acordo com a estudante, em dezembro do ano passado, quando foi encaminhada ao Laboratório Municipal pela Agência Epidemiológica para realizar o exame de diagnóstico da doença e dar início ao tratamento, foi informada de que a unidade estava em recesso e retornaria após o período de festas.
Já em janeiro deste ano, a paciente procurou novamente o laboratório, mas desta vez não conseguiu fazer o exame devido a única servidora responsável estar de férias e só retornar no início de fevereiro.
Mas uma vez a estudante esperou passar o prazo solicitado e voltou ao laboratório, onde soube que a servidora não havia retornado ao trabalho por problemas pessoais e que não havia previsão de quando ela poderia dar início ao tratamento, que só pode ser iniciado com o diagnóstico.
Cansada das idas e vinda, que segundo ela já devem ter sido uma seis vezes e sempre com respostas negativas e revoltada por não conseguir dar início ao tratamento contra a doença, que é longo, a mulher procurou o Ministério Público e denunciou o caso.
“Sabemos que há pessoas concursadas que esperam por uma vaga de trabalho e a prefeitura não toma providências, deixando o sistema de saúde parar apenas para não contratar outro servidor para atender a população”, relatou a estudante, que afirmou não possuir condições de fazer o exame particular, por estar tendo muitos gastos com a filha, devido o próprio município não dispor de neurologista pediátrico, que é o que ela necessita.
A reportagem do site procurou o Laboratório Municipal e questionou uma servidora sobre as informações e esta confirmou que há apenas uma profissional que realiza o referido exame, porém, se encontra afastada há cerca de 60 dias, não havendo previsão para novas contratações.
Quando questionada sobre como fica a situação das pessoas que precisam do diagnóstico para dar início ao tratamento, a servidora fez um gesto com a cabeça demostrando que não sabia.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 20 de Fevereiro de 2021, às 09:27