Como já foi noticiado pelo FOLHA DO SUL, a polícia cerejeirense concluiu o inquérito de um dos casos mais comoventes do Cone Sul. Trata-se do episódio em que uma mãe é acusada de matar e enterrar nos fundos de casa o filho recém-nascido. A tragédia, que despertou reações indignada em toda a região, aconteceu em setembro do ano passado.
A jovem Gerliane Almeida Bezerra, de 21 anos, foi detida pela Polícia Militar em Pimenteiras do Oeste no dia 3 de setembro de 2012 para prestar esclarecimentos sobre o desaparecimento do filho, uma criança que nascera dois dias antes. A polícia deteve Gerliane enquanto ela estava desfrutando do Festival de Praia na cidade ribeirinha.
Agora, com o inquérito já concluído, o julgamento considerado histórico, devido à excepcionalidade do caso, poderá ser adiado, caso a greve do judiciário continue. Segundo informações de servidores da justiça, o júri popular da acusada está marcado para o próximo dia 20 de junho. A acusada deverá ser representada no julgamento por um dos defensores públicos da região.
Mas o julgamento de Gerliane depende de uma condição: o término da greve. Um servidor do sistema judiciário cerejeirense esclarece: “Será dia 20, se a greve deixar”.
Caso a paralisação ultrapasse o dia 20, o julgamento da acusada se estenderá para uma data ainda sem definição.
Até o fechamento desta reportagem, não havia ainda uma definição do governo estadual nem dos servidores judiciais para pôr fim ao movimento grevista.