Promessa feita no dia 07 de julho era de que os serviços “começariam em 15 dias”

Numa reunião em Brasília no dia 7 de julho entre o diretor do DER/RO, Ezequiel Neiva, e representantes da Calvalca, empresa responsável pela obra, e com Valter Casimiro Silveira, diretor-geral do Dnit, órgão do governo federal responsável pela rodovia, foi prometido que a  restauração da BR-435 começaria “em 15 dias”.

NENHUM SINAL DE OBRA
Na manhã desta terça, 09, a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE percorreu o trecho entre Cerejeiras e Colorado e constatou: o governo federal ainda não cumpriu a promessa feita há mais de 30 dias. O resultado é que a rodovia continua esburacada – tendo apenas um pequeno trecho próximo a Colorado que foi restaurado. A reportagem do site, ao percorrer o trajeto entre as duas cidades, não viu nenhum sinal de que a obra de restauração da rodovia teria dado início.

RODOVIA ESCOA RIQUEZAS E PESSOAS
Segundo levantamento feito pelo FOLHA DO SUL ON LINE, a cada ano, mais de 100 mil toneladas de soja escoam pela BR-435, vindo de Corumbiara, Pimenteiras e Cerejeiras (de Cabixi, Chupinguaia e Colorado não passam pelo trecho abordado nesta reportagem). E não entrou neste cálculo o milho, o gado e o leite produzido nestes municípios e transportado pela rodovia.

Além disso, “cargas humanas” trafegam pelo trecho entre Colorado e Cerejeiras. Todos os dias, três ônibus universitários (dois para Vilhena e um para Colorado) trafegam pela BR-435. Além dos coletivos da Eucatur (mais de quatro horários diários), ambulâncias (algumas com pacientes para hemodiálises em Vilhena, três vezes por semana), táxis desses municípios, além dos veículos de passeio – todos provindos de Cerejeiras, Colorado e Corumbiara.