Adolescente pagou R$ 200 e empresa se recusa a devolver o dinheiro
 
Virou caso de polícia em Vilhena, esta semana, o contrato assinado por uma adolescente, que acreditava que seria contratada para um estágio remunerado, após pagar uma “taxa” de R$ 200,00. Segundo o registro do episódio na polícia, um homem de 37 anos acionou a Polícia Militar, denunciando o suposto golpe contra a vítima, que é sua cunhada.
 
O autor da denúncia explicou que, após receber, na escola em que estuda, um panfleto com a suposta oferta de emprego, a garota teria feito uma prova, tendo sido aprovada para ingressar no que seria o estágio remunerado. Depois, foi orientada a fazer o pagamento dos R$ 200,00 através de pix em chave vinculada a um CPF, e não ao CNPJ da empresa.
 
Quando a irmã da estudante foi reclamar da cláusula do contrato que não havia sido notada por ela na hora da assinatura, a atendente da empresa que fazia a espécie de “recrutamento” alegou que o valor não seria devolvido, o que motivou o denunciante a mobilizar os policiais.
 
A representante da firma alegou que o contrato se referia à participação da aluna em um curso, e não previa nenhum tipo de contratação. Ao ser informado sobre a situação, o gerente do estabelecimento disse apenas que passaria o caso para o Departamento Jurídico da firma.
 
O casal denunciante apontou que, além da ilegalidade na captação de valores em dinheiro, houve matrícula indevida de menor de idade sem a anuência expressa de seu responsável legal, agravando a situação sob o ponto de vista legal.