A informação divulgada pela imprensa regional de que o prefeito de Cerejeiras, Airton Gomes, do PP, cancelou o desfile do dia 7 de Setembro no município por medo de manifestações por parte dos funcionários públicos municipais não procedem. Pelo menos é o que dizem fontes da própria gestão progressista.
Conforme o rumor que circula na internet e pelas ruas da cidade, o prefeito de Cerejeiras cancelou o Desfile da Independência por medo de que alguns funcionários públicos municipais façam manifestações contra sua administração.
Por outro lado, os aliados de Airton Gomes ouvidos pelo FOLHA DO SUL ON LINE no município negam a versão veiculada de boca em boca e pela imprensa para o cancelamento do desfile. A razão, de acordo com tais aliados, é porque o Festival de Praias de Pimenteiras do Oeste, município vizinho e que promove o evento as margens do rio Guaporé nos dias 05, 06, 07 e 08 de setembro, deixa a cidade de Cerejeiras praticamente vazia, bem na data do desfile: o sábado do dia 7. Em compensação, na cidade ribeirinha o agito é total, com foliões vindos de várias cidades.
Em uma rápida conversa com o repórter Rildo Costa, correspondente do FOLHA DO SUL ON LINE em Cerejeiras, a vice-prefeita, Lisete Marth, do PV, afirma que a realização do Festival de Praias é, de fato, a principal razão do cancelamento do desfile. “Poderíamos até fazer o desfile, mas quem iria assistir?”, questiona a vice.
A vice-prefeita disse também que a versão de que o prefeito cancelou o desfile por medo de manifestações não procede. “Que eu saiba, o prefeito nunca fugiu dos servidores”, disse Lisete Marth.
Sobre a informação de que essa seria “a primeira vez na história do município que o desfile seria cancelado”, a vice-prefeita cerejeirenses afirma que as festividades do 7 de Setembro só começaram a ser realizadas no município de algum tempo para cá.
O repórter tentou também falar com o prefeito, mas Airton Gomes tinha acabado de sair para Vilhena, onde foi participar de uma cerimônia com a presença do governador do Estado, Confúcio Moura, do PMDB.
Também de acordo com informações das escolas estaduais, que seriam a maior parcela de participantes do desfile, os próprios educadores e alunos não estão muito disponíveis para a cerimônia. “Tivemos uma greve, há alunos em recuperação ainda, estamos numa situação difícil para fazer desfiles. Mas estamos fazendo a semana cívica, comemorando dentro das nossas escolas durante toda a semana”, disse uma diretora de uma escola estadual em Cerejeiras, que pediu anonimato.
Ainda segundo a diretora, o Festival de Praias ajuda a inviabilizar a realização do desfile, na opinião dela.