Mato alto em terrenos particulares e áreas públicas atrai cobras e caramujos; denunciante afirma que prefeitura não tomou providências após um ano de espera
 
Moradores do bairro Cidade Verde IV e regiões vizinhas manifestam indignação com o estado de abandono de lotes particulares e áreas públicas, em Vilhena. Imagens enviadas à redação do FOLHA DO SUL ON LINE mostram que o matagal avançou sobre as vias públicas, resultando no acúmulo de lixo e areia transportados pelas chuvas, dificultando a vazão das enxurradas e a circulação de pedestres.
 
A proliferação de vegetação sem manutenção transformou os terrenos em criadouros de diversas espécies, algumas delas perigosas. Segundo o relato de uma moradora, a vizinhança enfrenta invasões constantes de mosquitos, caramujos e lesmas; lacraias, roedores e cobras também são vistos naquela área da cidade.
 
"Já gastamos muito com sal, querosene, iscas e cal tentando evitar a invasão da nossa casa por caramujos", desabafou a denunciante. Ela relatou, ainda, que até um lagarto apareceu recentemente no quintal de sua residência.
 
A situação de insegurança se estende à mobilidade urbana. De acordo com a moradora, calçadas em áreas de grande fluxo, como nas proximidades do shopping, estão intransitáveis.
 
"A gente sai para fazer uma caminhada e é preciso andar pela rua, desviando de carros e motos", pontuou a moradora, que apontou abandono de duas grandes áreas que também estão tomados  mato. Uma delas teria sido doada para a construção de um hospital público, e a outra pertenceria a uma faculdade privada.
 
O problema persiste desde o ano passado. Ao procurar a empresa responsável pelo loteamento, a moradora foi informada de que a manutenção das áreas públicas e a fiscalização da limpeza de lotes particulares competem exclusivamente à administração municipal.
 
Em março do ano passado, a denunciante procurou a Secretaria de Obras e a Vigilância Sanitária, que afirmam não terem competência sobre o tema. Ela procurou também a Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan) e protocolou uma denúncia. No entanto, segundo ela, mesmo após o envio de fotos e o registro presencial da queixa, nenhuma intervenção foi realizada até o momento.
 
"Fui pessoalmente na secretaria, tenho o protocolo, e enviei no WhatsApp as fotos que pediram, mas até hoje não foi resolvido e está cada dia ficando pior", declarou a moradora.
 
A comunidade aguarda uma postura efetiva das autoridades para que proprietários sejam notificados e as áreas públicas limpas, evitando que os moradores que mantêm seus lotes em dia sejam prejudicados pela negligência de terceiros.
 
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