Animal sem coleira e focinheira seria de advogado, que estava junto e viu o ataque
O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou a servidora efetiva do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), autarquia municipal de Vilhena, que na manhã de ontem foi atacada por um cachorro quando fazia a entrega de contas de água no bairro Maria Moura.
A leiturista de 40 anos esclareceu que algumas fotos que estão sendo divulgadas não são dela, mas de uma colega igualmente mordida por outro cão alguns anos atrás. A entrevistada conta que há casos ainda mais graves de colegas atacados por cães na cidade.
Aliás, a servidora revela que o incidente de ontem é o segundo em menos de um ano: em outubro de 2024, ela foi mordida por outro cachorro no mesmo bairro. O caso foi registrado na polícia e ela precisou de atendimento médico. “Mas não deu em nada”, lamenta a vítima.
Na investida de ontem, o cão de médio porte estava na rua junto com o dono, que seria um advogado aposentado. No momento em que ela estava deixando o talão de água no padrão da residência, o animal avançou e cravou os dentes em sua coxa.
Atacada por trás, a leiturista, que sozinha entrega mensalmente cerca de 4 mil contas, explica o que impediu que o ferimento fosse ainda mais grave: “como está frio quando saio de casa, eu uso duas calças para trabalhar”. Mesmo assim, o local da mordida continua dolorido.
Ao ceder uma imagem do ataque que sofreu no ano passado (e que ilustra esta reportagem), a entrevistada fez um apelo para que os moradores deixem caixas de correspondência (ou mesmo uma garrafa pet cortada) para que as contas sejam colocadas, o que facilitaria o trabalho. Mas também alerta: donos de cães, como o advogado de ontem, devem evitar sair com eles para as ruas sem coleira e focinheira.
Ao finalizar a entrevista, a vítima dos dois ataques fez uma revelação chocante: alguns donos de cães presenciam os ataques, mas ao invés de conter seus pets nos quintais, eles até filmam as cenas e publicam os vídeos nas redes sociais, expondo os alvos dos animais a constrangimentos.
Em vários bairros, os leituristas precisam encarar verdadeiras “feras” para executar seu trabalho, que ficaria mais seguro se os donos adotassem algumas medidas simples e agissem para controlar seus cachorros, principalmente os de grande porte.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 12 de Julho de 2025, às 09:39