O Serviço Autônomo de Águas e Esgotos (SAAE) de Vilhena começou recentemente a implantar hidrômetros tanto no setor de chácaras quanto na área urbana de cidade.  As reações à instalação dos medidores foram as mais variadas, mas aos poucos, a maioria dos consumidores estão aprovando a iniciativa.

Segundo o ex-vereador Josfá Lopes Bezerra, diretor da autarquia, a determinação para que os relógios fossem providenciados partiu do Ministério Público local. O órgão sinalizou com uma Ação Civil pública, caso a medida não fosse adotada como forma de coibir o desperdício de água na cidade.

Segundo Josafá, cerca de 500 hidrômetros já foram instalados. Nesta semana, chácaras nos arredores da cidade receberam os equipamentos. Alguns agricultores, acostumados à taxa mínima, ensaiaram protestos contra a novidade, mas concordaram com a explicações do diretor do SAAE. Bezerra esclareceu que ninguém passará a pagar mais por causa dos medidores. “O que estamos fazendo é racionalizando o uso da água”, disse. A ideia é manter a tarifa antiga por três meses, enquanto é feito um estudo para se chegar ao cálculo justo da conta.

Na área urbana, além de melhorar a arrecadação, a medida também vai combater fraudes e desperdício. O SAAE flagrou várias casas com piscina pagando a menor taxa de consumo, que deveria ser exclusiva para famílias carentes. Mas o caso mais surpreendente é o de um consumidor, flagrado utilizando uma bomba para recolher água da tubulação pública.

Esses e outros problemas deverão ser evitados com a racionalização da distribuição. Os relógios, que custam em média R$ 60,00, estão sendo custeados pelo próprio SAEE e, segundo Josafá, acabam se pagando em virtude da ecomomia proporcionada. “Sem o desperdício, que era comum para quem não precisava pagar pelo excesso, vamos tornar mais justa a cobrança”, argumenta o diretor.