O farmacêutico formado Diego Albonette, proprietário de uma farmácia no centro de Cerejeiras, ganhou na Justiça o direito de abrir as portas no período noturno. A sentença, julgada no mês passado, foi decidida pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, em Porto Velho, depois de um litígio judicial de quase dois anos.

 

A questão foi levada às instâncias judiciais porque os demais empresários do ramo de farmácia no município contestavam a intenção do farmacêutico. Existem e 11 farmácias em Cerejeiras e elas só podem abrir as portas para atendimento, conforme uma lei municipal, das 7h00 às 18h00, de segunda à sexta, e aos sábados das 7h às 12h. Quando estão de plantão (a escala é feita pela Secretaria de Saúde do município) funcionam das 7h às 22h, sendo que somente uma delas podiam abrir as portas neste horário, se estivesse na escala.

 

Ao FOLHA DO SUL ON LINE, Diego Albonette explica que a decisão da Justiça não vai prejudicar os concorrentes. “Eu não me importo de que as outras farmácias abram as portas à noite. O que eu quero é ter o direito de abrir a minha”, diz o empresário.

 

Ainda argumentando a favor da decisão tomada pela Justiça, o farmacêutico diz que o município precisa de farmácias abertas até mais tarde da noite. “Tem muita gente que toma medicamentos controlados, tem problemas de saúde ou tem crianças pequenas que precisam de um remédio fora de hora”, diz Albonette.

 

Em 2012, quando o farmacêutico Cerejeirense decidiu abrir depois das 18h00, foi feito até um abaixo-assinado, com mais de 4 mil assinaturas, em favor da ideia de ter a farmácia do empresário aberta no período noturno.

 

Agora, com um alvará especial em mãos, o proprietário já está abrindo a farmácia para atendimento todos desde a semana passada, até as 22h00. Por enquanto, o farmacêutico não planeja abrir por um turno de 24 horas, embora a autorização judicial o permita. A autorização judicial é exclusive para a farmácia que pediu a licença.