Uma das maiores preocupações do homem do campo da região do Cone Sul atualmente, especialmente os que continuam na lida com o gado e não aderiram à lavoura, é o custo da construção da cerca numa propriedade. Esse problema começa a se agravar devido à escassez de madeira na região.
É muito difícil encontrar madeira para cerca (sobretudo legalizada) para comprar na região sul de Rondônia. Quando se acha, o preço é astronômico.
A dúzia da lasca de itaúba, e segunda madeira nobre mais conhecida da região para se construir cercados, custa em torno de R$ 200. O palanque, que é o toco que suporta as extremidades da cerca, custa em torna de R$ 70 cada.
O produtor rural Nelson Novais, que mora na zona rural de Cerejeiras, aproveitou a oportunidade de ter encontrado um vendedor de madeira legalizada e comprou 11 dúzias de itaúba. “Mas está ficando cada vez mais difícil encontrar madeira para fazer cerca”, diz o produtor, que prefere continuar na lida com o gado, pois “a soja não dá nada para ninguém”.
A afirmação do produtor cerejeirense se explica porque as lavouras não precisam de cercados.
O problema da escassez de madeira para cerca na região sul de Rondônia já está levantando outra esperança nos produtores rurais: o eucalipto. Segundo informações passadas a estes homens do campo, a planta, uma árvores típica de reflorestamento, é ideal para madeiramento de cerca e que podem durar até 15 anos fincados na terra quando construído numa propriedade.