Uma série de razões são apontadas para as recentes altas no preço do gado no Cone Sul. Além da elevação no valor das reses, os pecuaristas da região estão tendo que lidar com um fenômeno recente: falta de bovinos nos municípios.
A arroba do boi gordo, que é referência para o preço do gado de forma geral, teve uma alta de pelo menos 10% no último ano. A arroba era vendida a R$ 92 no início de 2013 e hoje está em R$ 102 em Vilhena.
O aumento do preço do gado não é só no Cone Sul. Os pecuaristas do país inteiro comemoram a alta no valor das reses que vendem. Mas na região sul de Rondônia a situação é ligeiramente diferente das demais, segundo os próprios criadores, porque aqui falta gado para a reposição do rebanho.
Dois motivos principais são apontados para a escassez de gado no Cone Sul. O primeiro deles é o avanço das lavouras de grãos que, na região, não estão atrelados à criação de gado em confinamento, como ocorre em outras regiões.
A segunda razão para a escassez tem a ver com a política de financiamento rural do governo federal. Os bancos estatais possuem linhas de créditos com juros generosos para o homem do campo comprar gado, criá-lo e pagar a dívida apenas com o lucro do rebanho comprado com o dinheiro do financiamento.
“Os juros do crédito rural são de 2% ao ano, com dez anos de prazo para pagar e três iniciais de carência”, diz o produtor rural Sinvaldo da Veiga. “Assim qualquer produtor compra gado e, por isso, falta gado para todo mundo”.
Já no Estado de Rondônia como um todo, o número de reses permanece na mesma quantia de alguns anos, com uma possível ligeira alta.
Em solicitação do FOLHA DO SUL ON LINE, um servidor da Agência de Defesa Agrosilvopastoril de Rondônia, a Idaron, fez um cálculo simples das reses no Estado e concluiu que em Rondônia existem cerca de 8 cabeças de gado para cada habitante, ou seja, um pouco mais de 12 milhões de reses.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
FS
Publicado em 06 de Janeiro de 2014, às 11:12