Segundo sindicalistas, servidores de outros municípios participaram

Na manhã desta sexta-feira, 14, uma manifestação contra a Reforma da Previdência e os cortes de verbas na Educação reuniu professores, estudantes e representantes de sindicatos em Vilhena. 

O ato, que teve início na Praça Nossa Senhora Aparecida, seguiu pela avenida Major Amarante até a rua Ricardo Franco, passou pela avenida Liberdade e voltou ao ponto de partida. Cerca de 300 pessoas, munidas com faixas e bandeiras, participaram. O movimento contou com representantes do Sintero, Sinasefe, Sindsul, Sinprof e DCE da Unir.

De acordo com Vanderlei Ricardo Campos Torres, presidente do SINDSUL (Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia), o objetivo da manifestação é lutar contra a Reforma da Previdência “que está aí para acabar com a aposentadoria de todo mundo, principalmente dos servidores, e por isso a gente está aqui nessa briga, embora a gente brigue também por quem não é servidor e não pode estar aqui na rua. A gente luta por eles também. A nossa briga é em conjunto com todos os outros sindicatos”.

A representante do SINPROF-RO (Sindicato dos Professores do Estado de Rondônia), Janete Maria Warta, comentou que professores de municípios vizinhos vieram para Vilhena para se unir à manifestação desta sexta-feira. Ela contou que algumas escolas tiveram adesão de 100% ao movimento, mas as que não aderiram deixaram seus professores livres para escolher participar ou não, e que no local havia docentes de todas as instituições públicas de ensino de Vilhena. “O movimento não é só dos professores e servidores públicos, mas da sociedade como um todo. Essa Reforma da Previdência vai atingir a todos”, pontuou.

De acordo com o diretor regional do SINTERO (Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia),  Magno Ramos da Silva, o ato em prol da Educação foi proveitoso. 

“Hoje nós sabemos que o Estado está fazendo com que a Educação perca a base da sua estrutura econômica para conseguir tocar nos projetos que tem dentro das universidades, e os recursos para infraestrutura. Dessa forma, o que a gente pode ver é o sucateamento da Educação, que com certeza pode levar à privatização do ensino”, disse.

Ainda nesta sexta-feira, a partir das 19 horas, haverá um protesto em frente a Unir de Vilhena. O presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes), Matheus Mendes, disse que isso foi decidido em reunião feita na noite de quinta-feira, 13, e que os estudantes optaram por ocupar as escadarias do campus. 

“Será um ato pequeno, onde iremos discursar, protestar, e é algo que estamos começando aos poucos. Toda a comunidade em geral em bem-vinda para participar desse ato, que é para protestar contra os cortes na Educação, contra o fim da educação pública”, disse. 

Matheus comenta que a reitoria da Unir já disse que a possibilidade de a Universidade Federal de Rondônia não voltar às atividades no próximo semestre é grande, já que não há recursos para manter água, luz, e outras funções. “Os departamentos já estão sem água, sem papel, e precisam tirar do próprio bolso para poder funcionar normalmente”, acrescentou.