Seguranças de casas noturnas tentam se proteger de marginais
Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE, pedindo para que sua identidade fosse preservada, um veterano policial vilhenense revelou a maior preocupação das autoridades de segurança na cidade:o número cada vez maior de armas em poder de marginais e de pessoas despreparadas.
O desabafo do policial foi motivado pelo duplo assassinado registrado numa casa noturna que funcionava na área rural de Vilhena. O acusado de cometer uma das execuções trabalhava como segurança em outros estabelecimentos e usou no crime uma arma ilegal. Relembre aqui.
De acordo com o entrevistado, todos os seguranças contratados por estabelecimentos de entretenimento estão andando armados. O denunciante reconhece que eles têm motivos para adotar a medida, já que lidam com marginais que também usam pistolas e revólveres. “Eles querem se defender, mas o fato é que, mesmo que tenham treinamento, não possuem autorização para portar armamento”.
O agente de segurança também conta que é comum encontrar autores de assaltos e até homicídios na cidade que circulam “armados até os dentes”. Como eles não têm condições legais de obterem o documento que lhes permita portar os equipamentos, a própria polícia admite que a situação é resultado da cada vez mais lucrativa ação dos traficantes de armas no Cone Sul.