Às vésperas da inauguração da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Vilhena, nenhuma autoridade cita o nome do ex-senador Chico Sartori (PSDB) principal responsável pelo empreendimento na cidade. Na verdade, o ex-parlamentar sequer foi convidado para participar da entrega da obra, marcada para esta segunda-feira, dia 7.
Os R$ 850 mil reais que garantiram a construção do prédio onde vai funcionar a UTI foram arrancados por Sartori junto ao Ministério da Saúde em 2.002. Na época, o vilhenense estava concluindo seus 11 meses de mandato no Senado. A mesma quantia obtida pelo tucano, foi repassada através de emendas, a todos os 513 deputados federais e 81 senadores.
Chico lembra que a maioria dos parlamentares contemplados com a verba federal preferiu investir em ambulâncias. “Eu também fui procurado pela firma que vendia os veículos, mas preferi investir na UTI. Esse negócio de ambulância sempre me cheirou a trambique”, argumenta. E, de fato, vários parlamentares acabaram sendo denunciado por fraudes na aquisição das viaturas, inclusive o ex-deputado Nilton Capixaba (PTB).
Ao comentar sobre o desprezo de que é vítima, Sartori diz que vai mostrar a quem quiser a relação de todos os parlamentares que receberam recursos do Ministério da Saúde e se recusaram a aplicar em Vilhena. O ex-senador explica que o dinheiro que possibilitou a construção do prédio onde funcionará a UTI foi liberado antes que ele deixasse o cargo.
A instalações da unidade foram concluídas em 2003, mas em virtude de desavenças políticas, chegou a ter sua implantação ameaçada. Só com a eleição do prefeito Zé Rover houve acordo entre o município e o Governo do Estado, que firmou convênio para repassar R$ 160 mil por mês para a manutenção do complexo. Também foi através de parcerias com a iniciativa privada que a prefeitura conseguiu adquirir os equipamentos da UTI.