Há cerca de três meses, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) decidiu expulsar de seus quadros o vereador Wanderlei Graebin, atualmente exercendo seu quarto mandato em Vilhena. O motivo da expulsão, segundo o próprio Graebin, teria sido um mal entendido ocorrido logo após as eleições do ano passado. De acordo com o parlamentar, um jornal da cidade publicou que ele teria dito estar arrependido de ter apoiado a candidatura do ex-prefeito Melki Donadon, que disputou (e perdeu) o pleito concorrendo pelo PMDB. “Não dei declaração nenhuma nesse sentido e admiro o Melki. Mas desde que a notícia foi veiculada, passei a sofrer uma certa resistência na cúpula do partido”, explicou.
O convite para que o vereador deixasse a agremiação foi assinado pelo então presidente da legenda, Melki Donadon. O ex-prefeito, no entanto, deixou a sigla recentemente e até o momento ainda não decidiu em que partido entrar. Ele tem até o próximo dia 14 para apresentar no Cartório Eleitoral de vilhena sua ficha com a nova filiação.
De posse do documento no qual o PMDB o “convidava a sair”, Graebin foi à Justiça Eleitoral e se filiou ao Partido Social Cristão (PSC), pelo qual pretende concorrer a deputado estadual no ano que vem. A mudança foi autorizada pelo juiz eleitoral, Vinícius Bovo. “Fiz isso para que não seja acusado de infidelidade partidária e fique sujeito a perder o mandato”, explica, referindo-se à prática adotada por diferentes legendas de reinvindicar cargos de quem procura outra sigla. O vereador desmente que tenha forjado a própria expulsão para poder disputar a eleição de 2.010 num partido que tenha menos concorrência. “Se fosse isso, por que eu iria recorrer à Justiça”, questiona.