Atualmente morando em Guajará-Mirim, onde comanda uma indústria madeireira, o ex-prefeito de Vilhena, Ademar Suckel revelou, em entrevista ao www.folhadosulonline.com.br que não retorna mais à vida pública.

Dizendo-se desanimado com a corrupção, a burocracia e a ineficiência do sistema, Suckel diz que hoje só fala de política para passar o tempo. Casado pela segunda vez e pai de um casal de gêmeos, Marcol (nome de sua primeira empresa, criada em Rondônia, adotado como alcunha política) diz que o setor madeireiro enfrenta dificuldades. “A maior parte da nossa produção, que atualmente é pequena devido a ineficiência dos órgãos ambientais, vai para o mercado doméstico, já que a valorização do real e a crise mundial inviabilizaram as exportações”, queixa-se.

Apesar do desencanto com a atividade política, Ademar, que governou Vilhena entre 93 e 96, ainda é ouvido por muitas lideranças estaduais. Mas, quando é convidado por alguns (e acontece com freqüência) a retomar a carreira, é taxativo: “Não tenho mais interesse em nenhum cargo”.

Dono de um estilo que marcou época em Vilhena, Suckel comprou briga com a imprensa, com a justiça e até com um padre, que teria lhe destratado durante uma missa.  Apesar da fama de pavio curto, deixou um legado de obras e serviços que tornaram a cidade mais moderna.