A assessoria de imprensa do senador Expedito Junior distribuiu ontem (quinta-feira 1) um release sobre o encontro regional do PSDB realizado na noite anterior em Vilhena. Depois de relatar o sucesso do evento, o texto de divulgação comenta a ausência do secretário de estado para assuntos do Cone Sul, Ilário Bodanese (PP), que é o líder com o qual o governador Ivo Cassol (PP) mais tem laços de amizade na região.

Deliberadamente, várias pessoas ligadas a Cassol – a exemplo de Ilário e Anísio Ruas [que pediu a desfiliação do PR, partido ligado a Expedito] – não compareceram ao encontro. Apesar de Expedito ter elogiado o governador e desmentido que tenha brigado com ele, houve um certo tom de crítica e de cobrança no discurso do senador, que quer ser candidato a governador [com ou sem o apoio de Cassol]. “Fui eu que lancei na vida pública. Ele não era nada quando foi eleito pela primeira vez prefeito de Rolim de Moura”, afirmou o tucano.

Outro que deu indireta no governador foi o presidente da Câmara de Vilhena, Carmozino Taxista (PSDC).  Disse que está com Expedito Junior “porque ele sabe respeitar os vereadores”. Carmozino afirmou, recentemente, que 90% dos vereadores de Rondônia seriam contra Cassol. Acontece que reiteradas vezes o governador tem cobrado economia nas câmaras municipais, especificamente na de Vilhena, onde, segundo afirmou o mandatário em certa ocasião, “as despesas são muito além do admissível” e pediu que os parlamentares baixassem o valor de suas diárias.    

SOB CONTROLE – O governador Ivo Cassol confia integralmente em Ilário Bodanese. Tanto que transferiu para ele a presidência do PP, que estava sob o comando de um assessor de Zé Rover. Foi uma forma de deixar claro que quem manda é Cassol, e não Rover. E mais: toda a insubordinação está sendo observada de perto.  Rover parece não se preocupar: não só manifestou apoio a Expedito para o governo, como foi um dos coordenadores do encontro do PSDB.