“Protestamos com cartazes que estão sendo arrancados diariamente”

Os alunos na Universidade Federal de Rondônia em Vilhena relataram que estão passando por dificuldades quando querem se manifestar sobre algo de errado que acontece dentro do campus. Outra queixa feita pelos estudantes refere-se à proibição do uso da cozinha da Unir na cidade, o que tem causado transtornos.

De acordo com o acadêmico de Jornalismo Rauã Araújo, quando foi feita uma manifestação em prol desse benefício, os cartazes foram arrancados. Ele explica que os companheiros de curso, que participam de projetos de pesquisas, chegam a Unir às 14h, e só retornam para suas casas depois das 22h. “Não temos como ir para casa, e também não tem lanchonete ali por perto, sem contar que a cantina da Unir não funciona”, disse. Rauã acrescenta que os alimentos são levados pelos acadêmicos, e mesmo assim segue a restrição. 

A direção do campus reconhece o que está acontecendo e tenta reverter a situação, porém, a proibição tem partido da Coordenadoria de Serviços Gerais. “A universidade dispõe de uma copa, equipada com geladeira, fogão, gás e água, abastecida pelo Centro de Serviços Gerais - CSG. Mantida pelo governo, utilizada pelos funcionários da mesma. Inicialmente os alunos tinham acesso ao local para o uso básico. No entanto, este acesso foi negado”, contou o manifestante.

O fato de a universidade ser um espaço público, voltado também para os acadêmicos, tem causado indignação entre os discentes. “Protestamos com cartazes que estão sendo arrancados diariamente. Mas seguimos firmes em busca dos nossos direitos. Os alunos são a vida da universidade”, finalizou o acadêmico.