“Eu estranhei o motorista acabar de jantar e pedir uma marmita pra levar. Será que ele sabia o que ia acontecer?”
 
Ainda não chegou em Vilhena o ônibus da Eucatur que saiu de Cuiabá (MT) na tarde de ontem, com destino a Porto Velho. Além de mandar imagens do veículo, um ex-morador de Vilhena, que estava a bordo, relatou a saga em que se transformou a viagem.
 
Estudante de medicina na cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, o passageiro denunciante disse que a saída da capital mato-grossense aconteceu antes das 18:00h. Embora o coletivo tivesse Porto Velho como destino, o futuro médico desceria em Vilhena.
 
Passando por um trajeto diferente, através de Diamantino (MT), já que uma erosão nas proximidades de Comodoro segue limitando o tráfego na BR 174, o veículo acabou sofrendo um defeito, cerca de meia hora após a parada para a janta. “Eu estranhei o motorista acabar de jantar e pedir uma marmita pra levar. Será que ele sabia o que ia acontecer?”, questiona o universitário.
 
O veículo da Eucatur ficou parado na BR 364 até as 11:00h de hoje, quando outro ônibus da mesma companhia chegou para “baldear” os passageiros. “Mas estava sem péssimas condições, inclusive com o ar condicionado falhando”, relata o denunciante, acrescentando que, a bordo, embarcaram mulheres, idosos e crianças.
 
Por causa da aparente falha mecânica, a viagem de Cuiabá a Vilhena, que dura 12 horas em média, deve ser completada no dobro do tempo. “Isso se mais nada acontecer”, avisa o passageiro, em toma pessimista
 
O FOLHA DO SUL ON LINE publicará a manifestação da Eucatur, dona do coletivo, caso ela queira se pronunciar sobre o episódio.