Empresário do ramo funerário diz ter projeto para resolver o problema

Se nada for feito, até o final do ano não haverá mais espaço para o sepultamento de corpos no cemitério de Vilhena. Quem faz a afirmação é o empresário Ademilson de Gouveia, o Nino, da Funerária São Matheus, que há anos alerta sobre o problema.

Segundo o denunciante, por falta de planejamento, hoje resta espaço para cerca de 500 novas sepulturas no campo santo. O agente funerário diz que estão enterradas cerca de 40 mil pessoas no local.

O cemitério Cristo Rei, que fica no bairro de mesmo nome, hoje funciona praticamente na região central da cidade. “Quando foi inaugurado, o cemitério estava numa área isolada, mas com o avanço da área urbana, ele está cercado por comércios e residências”, revela Nino.

Segundo o empresário, ele próprio tem um projeto para reaproveitar melhor o espaço destinado aos sepultamentos. Uma das saídas seria a implantação de um “ossário”, onde ficariam os restos mortais de pessoas que seriam desenterradas para abrir espaço para as novas covas.

O empresário disse que esteve na Europa, onde fez um estudo sobre o tema, e explica que não há risco de o chorume produzido pelos corpos em decomposição contaminar o lençol freático. De acordo com ele, é praticamente nula a possibilidade de água do subsolo próximo ao cemitério ser contaminada pelos vermes dos cadáveres.