Vilhenenses que precisam recorrer às consultas em postos e centros de saúde de Vilhena têm se deparado com um problema: a demora do retorno. “O médico pede uma série de exames e marca o retorno para dali a três, quatro, até cinco meses. Neste tempo, os resultados perdem a validade, o quadro clínico pode ter alterado. Isso se a pessoa não tiver morrido”, analisa o vereador Vanderlei Graebim (PMDB) - FOTO.

Ontem (terça-feira, 7) Graebim apresentou na sessão da Câmara Municipal o Projeto de Lei 2.977/2009 que dispõe sobre o tema e estabelece em 15 dias o prazo o retorno médico nos postos, “sob pena de responsabilidade”.

Por enquanto, foi feita apenas a leitura do projeto, que deverá ser colocado em votação nas próximas sessões. “Acredito que ele vá ser aprovado por unanimidade”, prevê o parlamentar. Segundo o vereador Ronaldo Alevato (PMDB), hoje em dia as filas nos postos acabaram, “do jeito que o prefeito [Zé Rover, PP] prometeu em campanha. Não tem fila, mas também não se atendido com agilidade no sistema de agendamento. As pessoas ficam sofrendo em casa”.

 

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CAOS NA ÁREA RURAL - Em aparte a Graebim, a vereadora Eliane da Emater (PV) discorreu que o quadro é mais grave ainda na área rural. “As pessoas precisam percorrer até 90 km ou mais para ter um atendimento odontológico básico em Vilhena”, garante. A parlamentar afirmou que o posto de saúde do distrito de Nova Conquista foi recentemente reformado, mas continua sem atendimento médico.

O mesmo quadro se repete nas comunidades de São Lourenço, Cascalheira e Perobal. Os postos estão praticamente abandonados. No bairro da Cascalheira, por exemplo, a comunidade pediu para que prefeitura demolisse o posto edificado em, madeira. “Está cheio de cupim, o que comprova que faz muito tempo que não tem qualquer manutenção”, explica Eliane.