Há duas semanas, o site FOLHA DO SUL ON LINE apurou que o bloqueio da TelexFree, empresa acusada de atuar no modelo de “pirâmide financeira”, causou um prejuízo que poderia passar de R$ 5 milhões em Cerejeiras. A matéria que afirmava isso esclarecia que a reportagem chegou a este número por um método simples e até rudimentar: apenas somando os casos de que a equipe do site tinha conhecimento.
Na apuração da notícia da época, o deste site chegou a um valor que girava entre R$ 5 milhões a R$ 10 milhões de prejuízos somente no município de Cerejeiras. Para respeitar a margem de erro prevista neste tipo e cálculo, decidiu-se publicar que o valor passaria dos R$ 5 milhões e, além disso, esclareceu-se ao leitor que os dados eram apenas estimativas e como se chegou a tal cifra.
A reportagem da época também esclarecia que a estimativa foi feita com base no município como um todo e não somente na área urbana, uma vez que muitos investidores da zona rural também colocaram dinheiro na empresa.
Pois bem, agora um especialista afirma com todas as letras que o prejuízo causado pelas atividades e o bloqueio da TelexFree em Cerejeiras chega a quase R$ 7 milhões no município todo, zonas rural e urbana.
O especialista que afirma isso é contabilista com experiência em auditoria e que tem dados confiáveis para fazer tal afirmação. O profissional dá consultorias e administra uma conhecida empresa em Cerejeiras e por isso não será identificado. Mas o contador afirma que chegou a este número por meio de um estudo confiável, uma vez que uma pessoa muito chegada a este profissional também era divulgador da TelexFree.
O contabilista afirma ainda que não vê perspectiva de que este dinheiro volte para o município através de uma “devolução” determinada pela justiça contra a empresa. “É um dinheiro que saiu daqui e já era”, disse o profissional, em poucas palavras.
A ação judicial contra a TelexFree prossegue e não há previsão de conclusão, uma vez que agora o processo corre em segredo de justiça.
Enquanto a decisão judicial não sai, os divulgadores da empresa estão impedidos de trabalhar com o empreendimento. Até os escritórios de cotistas foram fechados com o fim das atividades da TelexFree, como este da foto que ilustra esta reportagem, tirada em Porto Velho.