A MENTIRA: “a mídia local não dá o mesmo destaque às ações positivas e aos projetos desenvolvidos pela escola”
No mesmo dia em que o jornal FOLHA DO SUL publicou o caso da adolescente de 14 anos que atentou contra a própria vida na escola Genival Nunes, da rede estadual, em Vilhena, o vice-diretor da instituição, Marcelo Alves de Lima veio à redação do site trazendo em mãos uma “nota de repúdio” assinada também pela diretora do estabelecimento, Valdeilza Castilho de Araújo Bernert.
O texto agressivo dos dois educadores se baseou na interpretação pessoal deles para atacar a reportagem publicada, sem desmenti-la, no entanto. O próprio Marcelo, ao ser questionado se havia alguma informação errada no Boletim de Ocorrência Policial que embasou a narrativa jornalística, disse que não, mas apontou suas discordâncias, com base na intepretação que ele e a colega deram à notícia publicada.
Um dos pontos levantados pelos educadores diz respeito à menção a outro caso, também envolvendo uma adolescente, essa resgatada em uma boca de fumo. Qualquer pessoa que tenha lido o texto do site percebeu que não foi feita nenhuma conexão entre os dois casos, lamentavelmente tristes.
Em sua nota, os dois educadores MENTIRAM, ao alegar “a mídia local não dá o mesmo destaque às ações positivas e aos projetos desenvolvidos pela escola”. Separamos apenas duas das reportagens que já foram publicadas por este veículo, falando das conquistas da mesma escola: uma artística (LEIA AQUI, na íntegra) e outra relacionada a saúde e meio ambiente (CONFIRA AQUI).
Se o interesse fosse falar do “histórico policial” do Genival Nunes, este site teria veiculado duas reportagens de seus arquivos ao lidar com o caso da menina: a do vigilante que baleou um adolescente no colégio (LEIA AQUI), e a das ameaças contra alunas, que mobilizaram a polícia e o Conselho Tutelar (VEJA AQUI).
O site lamenta que, por uma interpretação equivocada de texto, a escola faça uma afirmação tão leviana como “acreditamos que a justiça deveria intervir e coibir esse tipo de publicação, que expõe adolescentes de forma inadequada e desrespeitosa”, mesmo sabendo que a identidade da vítima foi preservada. Muito triste constatar isso...
Se fosse usar o mesmo critério que o colégio emprega em sua nota, dizendo que o site teria “insinuado” na manchete que a escola tem entre seus alunos “estudantes resgatadas de bocas de fumo”, a reação seria: escola “insinua” que polícia passou informações erradas ao registrar ocorrência.
O site publica abaixo, na íntegra, a manifestação da escola que, repita-se, NÃO APONTA IRREGULARIDADES, apenas quer deixar clara a interpretação que sua direção fez do episódio. O site esclarece que mantém na integralidade o que foi veiculado antes, e convida os próprios leitores e analisarem as duas condutas (CONFIRA AQUI).
“NOTA DE REPÚDIO
A direção da Escola Deputado Genival Nunes da Costa, vem a público manifestar seu repúdio e relação à reportagem publicada no site Folha do Sul Online, no dia 26/2/2025, com o título “Dia após menina de 13 anos ser resgatada em boca de fumo, outra adolescente vive situação dramática” em Vilhena”.
Em primeiro lugar, ressaltamos que o título da matéria é completamente inadequado e descontextualizado, pois não há qualquer relação entre o conteúdo da reportagem e a realidade de nossa instituição. Não há, em nossa escola, estudantes resgatadas de bocas de fumo, como insinua a manchete, o que demonstra sensacionalismo e falta de apuração jornalística por parte do veículo.
Quanto ao caso mencionado na reportagem, envolvendo uma estudante que sofreu episódio de autolesão, a escola esclarece que prestou todo o atendimento necessário e imediato, agindo de forma responsável e em conformidade com os protocolos estabelecidos. É importante destacar que a instituição não foi contatada para prestar qualquer informação ao referido site, e todas as informações partiram de fontes externas, como a Polícia Militar, no momento do registro do boletim de Ocorrência.
Além disso, repudiamos veementemente a forma como a mídia tem abordado temas sensíveis envolvendo adolescentes. A divulgação irresponsável de casos como esses pode contribuir para o efeito de contágio social, fomentando comportamentos de risco, como o suicídio e a autolesão. Acreditamos que a justiça deveria intervir e coibir esse tipo de publicação, que expõe adolescentes de forma inadequada e desrespeitosa.
Por fim, lamentamos que a mídia local não dê o mesmo destaque às ações positivas e aos projetos desenvolvidos pela escola, que buscam diariamente oferecer um ambiente acolhedor e seguro para nossos estudantes. Enquanto notícias sensacionalistas ganham espaço, as boas práticas e os esforços da comunidade são ignorados.
Reiteramos nosso compromisso com a proteção e o bem estar de nossos alunos e convocamos a imprensa a agir com responsabilidade e ética ao tratar de assuntos tão delicados.
Atenciosamente
Valdeilza Castilho de Araújo Bernert (Diretora Escolar)
Marcelo Alves de Lima (Vice-Diretor)”.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 26 de Fevereiro de 2025, às 16:38