Um release (matéria produzida por assessoria) enviada pela Central Única dos Trabalhadores aos veículos de comunicação do Estado relaciona uma recente operação de órgãos de segurança numa reserva indígena em Chupinguaia à prisão do sindicalista Udo Wahlbrink.
No texto, a entidade diz que na Fazenda Caramelo, palco de conflitos armados recentes, após os quais também foi preso o suposto líder de um grupo sem-terra, Pedro Arrigo, estariam acontecendo crimes ambientais.
LEIA NA ÍNTEGRA O MATERIAL ENVIADO PELA CUT:
Polícia Federal prende homens e máquinas em região de conflito em Chupinguaia
Após diversas denúncias feitas pelos trabalhadores rurais assentados da região de Chupinguaia, a Polícia Federal, em parceria com a Funai, Ibama e Força Nacional, apreendeu 60 lascas de madeira e toras do tipo itaúba, considerada madeira nobre e de alto valor de mercado.
A apreensão aconteceu no dia 23 de julho, na Reserva Indígena Tubarão Latundê, em Chupinguaia, a 150km de Vilhena. A área fica próxima a Fazenda Dois Pinguins da família Caramelo, onde a exploração também acontece.
Também foram apreendidos um veículo e duas motosserras. Quatro pessoas, que não tiveram o nome revelado, foram presas. Foi lavrada multa no valor de R$ 32 mil.
As denúncias estão sendo feitas desde outubro do ano passado, às polícias militar e civil, mas somente agora, após a denúncia à Força Nacional, é que obtiveram êxito.
De acordo com Adilson Alves, da Comissão Pastoral da Terra, enquanto as denúncias estavam sendo feitas às policiais locais, nada foi feito. “Somente depois que orientamos os trabalhadores a denunciarem aos órgãos nacionais é que a área foi fiscalizada com eficiência”.
Está operação confirma denúncias feitas pelos agricultores que organizaram uma tentativa de reocupação da Fazenda Dois Pinguins, que resultou em quatro prisões, inclusive do presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Vilhena/Chupinguaia, Udo Wahlbrink, e em mais de uma dezena de indiciamentos. A situação foi caracterizada como criminalização e denunciada como abusiva pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.