Desde sua fundação em 1993, site também defende o direito de crença dos praticantes de outras religiões
Na primeira reportagem do dia publicada ontem, pelo FOLHA DO SUL ON LINE, o vídeo mostrando uma mulher toda vestida de preto acabou virando polêmica. Isso porque a autora da filmagem nem sabia que a roupa preta usada personagem era um traje típico islâmico; também não houve, no texto, qualquer menção à religião professada pela mulher (ENTENDA AQUI).
Somente após a publicação do material, alguns leitores fizeram comentários sobre a mulher, que é muçulmana, e revelaram já tê-la visto na rua envergando a mesma indumentária de quem fiel ao Islã. A maioria dos internautas apoiou a protagonista do episódio, que não foi identificada e nem teve o rosto exposto, e criticou a reportagem.
Alguns internautas mais irados disseram que a mulher deveria mover ação judicial contra o site e apontaram suposto “preconceito religioso”. Outros chegaram a divulgar o nome da personagem, até então anônima, além de denunciarem, nos comentários nas redes sociais, o que teria sido, segundo eles, um desrespeito com a muçulmana.
PEGOU CARONA
Os leitores, mesmo com certo exagero, têm todo o direito de expor suas opiniões (a favor ou contra) em relação ao tema polêmico abordado na reportagem. Porém, um site de baixíssima audiência entrou na “encrenca”, com um texto enviesado, propondo uma “reflexão” sobre o tema -que aparentemente, ao contrário do FOLHA DO SUL, jamais teria sido abordado pelo veículo concorrente. Como não mencionou o site onde a reportagem foi originalmente veiculada, também deixará de ser citado.
LOGO O FOLHA DO SUL?
Para quem ainda acha que este veículo tem algum tipo de preconceito, separamos três outras reportagens (entre as muitas já publicadas) nas quais as tradições muçulmanas são explicadas aos leitores.
A primeira é de 2015, e traz o depoimento de um comerciante palestino que, já naquela época, participava das cerimônias na mesquita onde outros fieis islâmicos se reuniam na cidade (LEMBRE AQUI);
Outra é de 2018, quando site explicou os costumes religiosos durante o Ramadã, o mês sagrado para os muçulmanos (CONFIRA AQUI).
O terceiro texto também aborda o Ramadã, mas também a ação social realizada no período pela comunidade islâmica local (VEJA AQUI).
PLURALIDADE
O FOLHA DO SUL ON LINE também defende, desde a sua fundação, em 1993, o direito de crença dos praticantes de outras religiões (cristãs ou não), inclusive as de matriz africana que sofrem maior preconceito, e já pulicou entrevista com um vilhenense que é adepto da Umbanda (LEMBRE AQUI).
QUEM É A FIEL
Um “irmão de fé” da mulher filmada, e que foi o estopim da polêmica, revelou que ela é brasileira e uma pessoa muito simples. Convertida ao Islã, a fiel estava voltando da mesquita que costuma frequentar para fazer suas orações, quando passou pelo cemitério a caminho de casa.
Reservada e humilde, ela mora naquela região da cidade onde foi vista à noite. Algum tempo atrás, perdeu um filho. Costuma andar sempre com todo o corpo coberto, um dos hábitos de algumas das mulheres que professam a fé no Alcorão, o livro sagrado da denominação.
TRAJES ISLÂMICOS
O uso do véu e de roupas que podem cobrir partes específicas do corpo é um mandamento determinado no Alcorão, para todas as mulçumanas, e serve, portanto, para identificação social do grupo religioso. No entanto, sobre as mulheres que usam, recai toda a moralidade islâmica. Mas você sabia que existem diferentes tipos deles?
CONFIRA AQUI os significados de cada uma dessas vestimentas e o uso atual.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 26 de Fevereiro de 2026, às 05:43