O sucateiro Vando Roza Castilho, de 39 anos, esteve na redação do site www.folhadosulonline.com.br na manhã desta terça-feira para reclamar da demora da Prefeitura de Vilhena em decidir sobre um pedido de doação de um terreno no setor Industrial, onde pretendia instalar uma empresa de reciclagem de lixo. Segundo Castilho, o requerimento havia sido protocolado na Semter (Secretaria Municipal de Terras) há cerca de oito meses. “Hoje, para minha surpresa, fui na secretaria e o processo já estava arquivado porque o pedido tinha sido negado”, disse.
A solicitação da área foi feita depois que o Ministério Público obrigou Vando a retirar todo material que ele tinha em estoque numa residência no bairro Cristo Rei. “Trabalhei na casa por dois anos, comprando latinhas de alumínio, cobre, metais, ferro velho e bateria. Mas alguns vizinhos ficaram incomodados e denunciaram minha atividade na promotoria, dizendo que era irregular funcionar naquele endereço”, diz.
Sem ter para onde levar o material, o sucateiro recorreu à Prefeitura, que o cedeu provisoriamente um terreno público localizado à rua Rio Grande do Norte, esquina com rua Pará, no Setor 20. No terreno, Castilho construiu um “barraco” de madeira, que também serve de moradia para ele. “Mas agora, pelo que entendi, tenho que sair de lá. Estou sem saber o que fazer. Tenho que trabalhar e a Prefeitura precisa me ajudar, pois sem esse apoio não vou conseguir sobreviver aqui. Talvez terei até que tentar a sorte em outra cidade.”