As cheias dos rios amazônicos que atingem cidades rondonienses, principalmente a capital, Porto Velho, afetam o abastecimento de combustível no Cone Sul, especialmente em Cerejeiras. Embora não haja um desabastecimento geral, os consumidores cerejeirenses lidam com a falta de certos produtos no mercado local.


O que mais está em falta, segundo apurações do FOLHA DO SUL ON LINE, é o gás de cozinha. Faltam botijas carregadas nos depósitos da cidade e há dificuldade de encontrar o produto no município.


O proprietário de um dos depósitos de gás em Cerejeiras explica que, embora não haja desabastecimento do produto, não há botijas carregadas o suficiente para atender à demanda. “Da empresa Fogás nós não temos há quase um mês”, diz o empresário.


O dono da distribuidora explicou também que a Fogás é uma empresa que tem sede no Amazonas envia seu produto ao município cerejeirense através de Porto Velho. “As botijas dessa empresa não estão vindo, pois existem dificuldades no transporte de Manaus a Porto Velho”, explica.


O empresário explicou que há gás das empresas que abastecem as distribuidoras por meio do Estado de Mato Grosso. “Temos gás da Liguigás e Amazongás, pois as botijas vêm de Cuiabá”, diz. “Mas tem dias que falta e fica até três dias sem gás de empresa nenhuma”, complementa.


Já no setor de combustíveis, os postos estão sendo abastecidos regularmente, mas não deixam de ser prejudicados pelas cheias. “Às vezes fica sem gasolina, diesel ou etanol por algumas horas ou até por um dia inteiro, mas não estamos enfrentando desabastecimento”, diz uma frentista de um posto de combustíveis em Cerejeiras.