Quatro companhias do setor de agricultura, algumas delas multinacionais, deram um treinamento para plantadores de soja e milho na região do interior do Cone Sul de Rondônia. O evento aconteceu em Cerejeiras, no auditório do Centro de Tradições Gaúchas (CTG), a partir das 19h30 desta quinta-feira, 11. As empresas participantes das apresentações são: Atanor, Milenia, Nufam e Dow AgroSciences.

 

O encontro promovido pelas empresas teve palestras, apresentações técnicas de especialistas em agricultura mecanizada e um jantar com churrasco. Segundo organizadores, o objetivo do evento é apresentar os produtos das companhias do setor de agronegócio e informar os agricultores sobre o modo adequado de aplicação de um defensivo agrícola contra ervas daninhas chamada molécula 2,4-D. Cerca de 120 pessoas compareceram às apresentações das companhias.

 

Um dos palestrantes do evento, o engenheiro agrônomo Mauro Rizzardi, doutor na área por uma universidade do Rio Grande do Sul, afirma ao FOLHA DO SUL ON LINE que o objetivo do encontro é aliar as atividades comerciais das empresas com a informação técnica ao agricultor. “Estamos apresentando nosso produto, sim, mas estamos também passando uma informação muito relevante de uma forma que o agricultor aplique a dose eficiente de defensivo sem que agrida o meio ambiente”, diz o especialista.

 

Ainda de acordo com o agrônomo, o município cerejeirense foi escolhido para sediar o evento por apresentar um potencial produtivo para a agricultura mecanizada pelos próximos anos. “Nós consideramos que Cerejeiras é uma das novas fronteiras agrícolas do Brasil e aqui ainda existe muito espaço para a agricultura crescer”, afirma o especialista.

 

Já outro engenheiro agrônomo presente no evento, também do Sul do Brasil, o professor Marco Gandolfo, especialista em mecanização agrícola e tecnologia de aplicação de defensivos, afirma que o Cone Sul rondoniense oferece um desafio a mais para as fabricantes de defensivos agrícolas e por isso a região foi escolhida para a atuação das empresas. “O cultivo aqui é mais difícil, pois o cerrado apresenta muita variação climática. E trabalhar debaixo desse estresse climático é uma das especialidades dos nossos produtos”, afirma Gandolfo.