Se era por falta de indícios que o Ministério Público de Vilhena deixava de agir para apurar um caso aparentemente escandaloso de superfaturamento de uma obra pública na cidade de Chupinguaia, o FOLHA DO SUL ON LINE vai passar publicamente os detalhes do suposto crime para o responsável pela curadoria da probidade administrativa, a quem compete a apuração deste tipo de suspeita.
O município de Chupinguaia pagou exatos R$ 99.521,68 por um barracão pré-fabricado que, a preço de mercado, é vendido em Vilhena por R$ 17 mil. O superfaturamento, portanto, chega a mais de 480%. Através do processo 694/2012, a prefeitura liquidou o débito com a empresa Portal Construtora Ltda., que venceu a licitação para executar a obra.
Mesmo recebendo um valor muito acima do normal pelo serviço, a empresa deixou de pagar ao fornecedor que efetivamente entregou o barracão e que ameaça levar o caso à justiça. De acordo com um dos sócios da firma vilhenense, sua participação na construção se limitou à entrega do imóvel, já concluído. “Prestamos serviço à Portal, que recebeu o dinheiro, nos deu cheque de terceiro, que parece ser de um funcionário municipal, mas ele voltou. Estamos apenas tentando receber pelo que fizemos e não temos nada a ver com esse superfaturamento, que precisa mesmo ser investigado pelo MP”, desabafa o credor, revelando que o barracão foi erguido junto a uma escola no distrito de Corgão no ano passado.
O site vai tentar, ainda hoje, contatar a assessoria do prefeito Vanderlei Palhari (FOTO), do PMDB, para que ele comente as acusações do empresário  vilhenense.