"Para não sofrer mais prejuízos, ainda vou ter que pagar o talão para que não interrompam o fornecimento”
 
O morador de Vilhena Edivaldo Alves Feitosa, proprietário da empresa Rondotanques, localizada no bairro Araucária, procurou a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE para tornar pública a situação revoltante que tem enfrentado por conta da distribuidora de energia Energisa, que alterou,  sem explicações, o consumo de seu estabelecimento, levando o último talão ao exorbitante valor de R$ 3 mil.
 
Com os talões e leituras dos últimos meses nas mãos, que mostram a elevação dos 1.189 a 1.681 kw consumidos normalmente pela empresa, para 3.540 no mês de novembro, sem justificativa, o empresário procurou a Delegacia da Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência contra a empresa e acionou seus advogados.
 
"Estou há mais de 20 anos no ramo, sendo cerca de 18 em negócio próprio, e nunca passei por isso, que pra mim é um abuso contra o consumidor", relatou Edivaldo.
 
Com a intenção de acionar o Ministério Público e a Assembleia Legislativa,  se for necessário, o empresário afirmou já ter procurado a agência da Energisa quatro vezes nos últimos dias, chegando a ficar mais de duas horas na fila e não teve o problema solucionado.
 
"Estou sofrendo um prejuízo enorme não apenas pelo valor injusto que estão me cobrando, mas também pelo tempo gasto à procura de solução, pois tenho que deixar meus afazeres para passar horas na fila e ainda receber uma nota medíocre que não explica nada", se revoltou Edivaldo (VEJA NOTA ABAIXO, NAS IMAGENS SECUNDÁRIAS).
 
Devido ao desinteresse da fornecedora em realizar uma nova leitura, afirmando em nota sem carimbo ou identificação da empresa, que não há problemas com o valor do talão, o consumidor teve que custear duas perícias em sua rede elétrica, que não apontaram fuga de energia, o que poderia justificar o altíssimo valor da conta.
 
"Para não sofrer mais prejuízos, ainda vou ter que pagar o talão para que não interrompam o fornecimento por atraso e minha empresa fique parada, mas contratei um profissional para fazer acompanhamento das leituras com fotos a cada 15 dias, que serão arquivadas para análise judicial e vou até o fim para que todos os meus gastos sejam reembolsados e a Energisa seja responsabilizada pelo meu constrangimento", concluiu Edivaldo.
 
No ramo de recuperação e descontaminação de tanques para transporte de combustíveis devidamente registrado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), Edivaldo é um Dos milhares de usuários que já denunciaram a Energisa às autoridades e ao Procon por causa de crimes contra o consumidor.