Material se acumula há pelo menos dez dias
A problemática coleta de lixo em Vilhena, que provoca transtornos e rende reclamações em várias regiões da cidade, virou um drama para um dos mais conhecidos empresários locais. Mesmo pagando quase R$ 300 mensais de taxas para o recolhimento do material, Itamar Rover, dono da Friron, tradicional estabelecimento varejista, há meses não usufrui do serviço.
Na manhã deste sábado, 20, o FOLHA DO SUL ON LINE esteve no local e encontrou a montanha de materiais que deveriam ser coletados há dez dias. O próprio Itamar está providenciando a remoção, preocupado com a higiene de sua firma, que comercializa principalmente alimentos. O comerciante anunciou que, na próxima semana, vai formalizar uma denúncia no Ministério Público cobrando providências da prefeitura.
Irritado com a precariedade do serviço, Rover disse que já se cansou de ligar no SAAE, responsável pela cobrança da taxa. A autarquia, no entanto, não tem para agir a mesma pressa quer mostra ao recolher a contribuição, paga junto com a conta de água.
Ao desabafar, Itamar disse que não agüenta mais pagar por um serviço que ele mesmo é obrigado a executar. Após a entrevista, ele foi pessoalmente conferir o embarque do material em um de seus caminhões.