A empresa Maq-Service Construções e Serviços Ltda., sediada em Porto Velho e especializada em terceirização de serviços para órgãos públicos estaduais (somente com a Fhemeron tem contrato de R$ 404,8 mil por 12 meses, conforme Nota de Empenho 000093, de 25/03/2010), está sendo acusada por funcionários em Vilhena de obrigá-los a fazer horas-extras sem o devido pagamento, de exigir tarefas além de sua capacitação, de atrasar salários e permitir que os mesmos sejam vítimas de desvio de função, além de constrangimento ilegal.
Segundo auxiliares de serviços gerais que trabalham na Ciretran de Vilhena desde janeiro deste ano, os abusos começaram antes mesmo das eleições: eles receberam encartados em seu contracheque de setembro, “santinhos” de um candidato nas últimas eleições.
Após as eleições, deixaram de ser pagos dentro do mês trabalhado os salários dos funcionários da Maq-Service na Ciretran/Vilhena. A empresa tem contrato com o Detran/RO desde 2004, ano em que recebeu da autarquia R$ 135 mil de um contrato de R$ 324 mil por 12 meses
Pior: para atender a conveniências locais, funcionários contratados para serviços de limpeza passaram a atuar no arquivo, com acesso a documentos como prontuários e CNHs e históricos de multas.
Segundo o próprio administrador da Ciretran, Pedro Martins Rodrigues, o trabalho fora de função “foi temporário, feito por homens, apenas para separar os arquivos pertencentes a veículos que já deram baixa da frota”.
Ao contrário do que diz o administrador, no entanto, não foram apenas homens, mas também mulheres que trabalharam no meio da papelada oficial sem ter a qualificação ou a prerrogativa necessárias.
Saiba em reportagem exclusiva na edição impressa da FOLHA que circula neste sábado a versão dos gestores da empresa, o que o Ministério Público pode fazer sobre o caso dos ‘santinhos’ e como a Delegacia Regional do Trabalho pode atuar em relação a abusos em contratos terceirizados.