Fregueses fazem as compras em quiosque sem câmeras e pagam em dinheiro ou por PIX
Percebendo que as hortaliças que ela mesma produzia para consumo próprio em sua chácara em Colorado do Oeste estavam sobrando, a agricultura Lílian Pereira Santos teve um ideia: montou uma banquinha às margens da BR 435 e inovou no sistema de vendas.
O quiosque improvisado, que fica próximo ao campus do IFRO, a cerca de 5 km da cidade, atrai motoristas que passam pela rodovia a caminho de Colorado e de outros municípios onde a estrada chega. “A gente até aumentou o estacionamento para atender melhor os clientes”.
“Atender melhor”, neste caso, é forma te dizer, porque quem para no local faz as compras e paga conforme os preços marcados em cada embalagem. Não tem câmeras de vigilância e a consciência de cada freguês monitora os negócios. Uma eficiente modalidade de autoatendimento, que é comum nos países mais evoluídos do mundo.
Os pagamentos podem ser feitos em dinheiro, deixado num recipiente indicado, ou através de depósitos por PIX, que somam cerca de 30% das transações. “Nestes 40 dias que montei o negócio, não levei nenhum prejuízo. Às vezes tem até dinheiro a mais”, conta Lílian.
Quando a chacareira de 43 anos resolveu começar o negócio, muitos achavam que o empreendimento poderia não dar certo. Hoje, as vendas diárias, que estão sempre aumentando, reforçam o orçamento da família.
“Eu me surpreendi, pois muitos até me perguntavam se isso funcionaria num país como o Brasil. Pois funciona, e muito bem, tanto que estou até programando aumentar a oferta de produtos”, diz a agricultora, que além das hortaliças, também vende cocadas que ela mesmo fabrica artesanalmente.
Embora não fosse essa a intenção, Lilian admite que a banquinha está colocando à prova a integridade das pessoas que param no modesto estabelecimento. “Eu nem fico cuidando, de vez em quando passo aqui, mas só pra repor o que está faltando”, finaliza.
Fotos
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 28 de Outubro de 2022, às 11:16