Caso foi relatado à FOLHA pela esteticista Juliana Alves de Souza
A prática comum de muitos farmacêuticos em tentar vender vitaminas a todo custo para clientes terminou mal para um deles em Vilhena, que foi desligado da empresa onde trabalhava há apenas dois meses, ao cometer o erro de substituir o antibiótico de uma receita por um frasco de vitamina D, sem o consentimento da cliente e acabar agravando o estado de saúde do esposo dela, para quem eram os medicamentos.
Ao ver o estado de saúde do esposo Magnum Luiz Carmo Souza, de 33 anos, piorando mesmo tomando os dois antibióticos receitados pelo médico, ao ponto de molhar os lençóis de tanta febre, a esteticista Juliana Alves de Souza pegou um dos frascos e rasgou a etiqueta colocada pelo farmacêutica estipulando o prazo para a ingestão de cada cápsula e constatou que não se tratava do remédio receitado e sim de vitamina D.
Ao questionar a sobrinha, que tinha ido até a farmácia realizar a compra sobre o que havia ocorrido, a jovem relatou que ao entregar a receita ao farmacêutico, ele afirmou que seria bom comprar junto com os remédios receitados, uma vitamina, porém, ela disse que não queria, pois as drogas não eram para ela e não tinha permissão de comprar além do receitado.
De volta à farmácia onde ocorreu o erro, Juliana falou com outro farmacêutico e relatou os transtornos causados pelo erro, pois o marido dela havia piorado muito, sendo necessário mais gastos com exames e idas ao hospital, mas ele apenas disse que passaria o caso a seus superiores para realizar o reembolso do valor da vitamina.
Revoltada com a situação, a esteticista procurou a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE e denunciou o caso para que sirva de alerta às pessoas que confiam e não conferem se os medicamentos que estão levando são de fato os que foram receitados.
“Se eu que sei ler e escrever fui enganada, imagina uma pessoa leiga. Isso é inadmissível, não pelo valor gasto com um medicamento que não pedi e sim pelo risco que meu marido correu por não tomar a medicação”, desabafou Juliana.
Em posse das informações, a reportagem do site procurou os proprietários da referida farmácia, que não terá o nome divulgado a pedido da denunciante, e estes ficaram transtornados com a situação, alegando que não foram informados pelo colaborador e que iriam tomar providências imediatas referentes ao desligamento dele da empresa, uma vez que tal erro é inadmissível.
“Vitaminas são vendidas como complementos das receitas e jamais como substituta de qualquer medicamento, seja ele qual for. Isso não pode acontecer”, enfatizou um dos proprietários do estabelecimento.
Após terem conhecimento dos fatos, os responsáveis pela empresa também fizeram contato com Juliana se dispondo a arcar com os custos que ela teve após o erro do farmacêutico, prestando-lhe todo o apoio necessário.
“Espero que o que aconteceu comigo e com meu marido sirva de exemplo pra todas as pessoas que confiam e não verificam as medicações que estão comprando, e que a punição do farmacêutico também alerte outros para não brincarem com a saúde das pessoas e parem de tentar ‘enfiar’ vitaminas a todo custo nos clientes”, concluiu Juliane.
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Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 05 de Junho de 2021, às 09:33