Invasores desrespeitam justiça e invadem propriedade novamente

Nesta semana, o empresário Vilson dos Santos registrou, na Delegacia de Polícia Civil, ocorrência denunciando o que considera uma ameaça velada de morte, feita por um grupo sem-terra, que estão ocupando uma propriedade de sua irmã, nas proximidades do distrito do Guaporé.

Ao registrar a queixa, Vilson apresentou fotos dos estragos feitos pelos invasores da fazenda. Uma das imagens mostra uma cruz, construída com o material de uma porteira derrubada pelos invasores. “Para mim, este é um sinal claro de ameaça de morte”.

A área foi invadida no ano passado, por militantes que usam o nome da Liga dos Camponeses Pobres, entidade que reúne sem-terra de várias cidades. Pouco tempo depois da invasão, a justiça concedeu reintegração de posse e as famílias foram retiradas do local.

Ontem (terça-feira, 07), uma audiência na justiça de Vilhena foi realizada, mas apenas uma advogada, de Jaru, representou os sem-terra. Novamente, o Judiciário determinou a desocupação imediata da fazenda, que fica a cerca de 90 km de Vilhena.

A nova invasão, conforme Vilson, começou no dia 05 de maio deste ano. Hoje, de sete a dez famílias permanecem na propriedade. O empresário denuncia: “Estas pessoas estão sendo usadas por uma organização criminosa que age nos bastidores, inclusive usando o nome do Incra e do programa Terra Legal”. 

Vilson diz ainda que os líderes que falam em nome da LCP cadastram as famílias, cobrando 800 reais de cada uma pela demarcação de lotes. Além disso, os interessados em receber o imóvel pagam parcelas de 200 reais por mês à entidade. “Duas pessoas que foram enganadas por esse grupo revelaram que eles eram obrigados a ficar na área, que seria cortada pelo Incra. Só saíram porque perceberam que isso tudo era mentira”.