Unidade arrombada na avenida Paraná foi desativada

Na manhã desta sexta-feira, 08, a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE aguardou exatas 3 horas e 7 minutos por atendimento na única agência dos Correios funcionando em Vilhena. Na fila de espera, a irritação dos usuários era visível, bem como o constrangimento dos funcionários, vítimas em potencial de algum cliente mais nervoso.
Há mais de um mês, a unidade tenta suprir a demanda de clientes, impulsionada por uma decisão do Governo do Estado, que autorizou o recebimento do IPVA nas agências postais. Como o Banco do Brasil é a outra instituição autorizada a receber o imposto, e também registra filas gigantescas, em Vilhena o consumidor se vê obrigado a escolher entre o espeto e a brasa.
No longo tempo de espera, o site conversou com usuários, que confirmaram: nos últimos dias, só com sorte para receber atendimento em menos de duas horas. 
Nos guichês, quando o expediente é normal, são cinco caixas operando. Ocorre que, neste mês, um dos funcionários está de férias. Na hora do almoço a coisa piora: dos quatro atendentes, dois param e outros dois encaram a encrenca, sendo que um lida apenas com a clientela preferencial (idosos, grávidas, deficientes...etc).
Ao ser chamado, finalmente (e no grito, porque o sistema de senhas eletrônicas não funciona), o repórter pede explicações. O caixa diz que o fechamento da agência que funcionava na avenida Paraná superlotou a matriz. Dias atrás, a unidade foi arrombada e, como o teto desabou durante a ação dos marginais, optou-se por desativá-la.
A situação provoca tantos transtornos que, no momento em que esta reportagem era apurada, um senhora ameaçava ir à polícia denunciar o caso. “Se os bancos são obrigados a obedecer um limite de tempo na fila, por que o Correio achar que pode submeter a gente a essa tortura?”, questionou.