“Se os contratantes prejudicarem alguém, uma hora o mal volta 10 vezes mais forte para eles mesmos”
Formalmente, era cabeleireira, mas também exercia, segundo uma pessoa próxima, outra profissão que lhe garantia até melhor remuneração, a mulher de 39 anos assassinada a tiros quando chegava em casa no início deste mês, em Vilhena. Até agora, a polícia ainda não chegou ao assassino de Joana Ataíde dos Santos, e nem revelou a motivação do crime (ENTENDA AQUI).
A profissional da beleza tinha clientes que a procuravam para contratar “serviços espirituais”, mas ela não era apenas uma das muitas que faziam (e continuam fazendo) “trabalhos” para pessoas importantes da cidade, que recorrem aos rituais para questões amorosas, de saúde ou problemas financeiros.
A ex-esposa de um empresário local revelou ao FOLHA DO SUL, sob a condição de anonimato, o inusitado episódio protagonizado pelo homem ao buscar orientação junto a uma macumbeira: “Ele mandou fazer macumba para a namorada voltar pra ele, e ela voltou. Com o tempo, a garota o deixou novamente, aí ele começou a fazer feitiço pra ela perder o emprego, porque achava que, assim, a ex retornaria”.
Outro profissional, gay assumido, admite que procurou uma macumbeira para reatar com o “boy”, e chegou até a fazer o seguinte ritual: escreveu o nome do ex em um papel, colocou em um prato com mel e acendeu uma vela para que o relacionamento fosse retomado.
Hoje, o entrevistado admite que procurou a macumba por desespero, e alega que esse é o principal motivo para o sucesso das “simpatias”, pelas quais são cobradas quantias que vão de R$ 1 mil a 4 mil, e sem nenhuma garantia de sucesso.
Este mesmo rapaz disse à reportagem que os profissionais do feitiço atuando na cidade sempre avisam os clientes que os procuram para despachos mais complicados: “se os contratantes prejudicarem alguém, uma hora o mal volta 10 vezes mais forte para eles mesmos”.
O site ouviu ainda uma outra pessoa que relatou o caso de uma vilhenense que procurou na “macumbaria” ajuda para “abrir seus caminhos”, e o trabalho teria dado resultados, pois em menos de um ano, a mulher estava de carro novo e ganhando rios de dinheiro.
“Mas acabou perdendo o marido. Então, provavelmente era o homem quem estava fechando os caminhos dela”, analisa a entrevistada, acrescentando que, nos locais onde os rituais acontecem, é comum ver carros de luxo, que atestariam o nível financeiro dos contratantes.
Autor:
Da redação
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Publicado em 26 de Dezembro de 2025, às 15:18