Cada burro do ex-braçal trabalha meio período
Numa cidade que concentra uma das maiores frotas de caminhões de Rondônia e é sede de várias empresas de transporte, o serviço de fretes em veículo de tração animal vai bem, obrigado! É o que revela o carroceiro Antônio Dias do Nascimento, 49 anos, flagrado no final da manhã de ontem (quarta-feira, 03), no Jardim Universitário.
Ex-braçal em fazendas da região, Antônio disse que está há 8 anos na atividade e explica que seu serviço custa em média 30% a menos que as opções motorizadas. Ele diz que carrega geralmente entulhos e mudanças.
Questionado sobre o faturamento, o freteiro não falou em números, mas fez uma revelação dando uma idéia da prosperidade do negócio: “Com essa carroça, já construí minha casinha”.
Para deixar claro que não explora o parceiro de serviço, o burro “Canário”, Nascimento garante que trata muito bem o animal. “Ele só trabalha meio período”, disse, deixando o entrevistador meio confuso. Mas, depois, esclareceu a mordomia muar: “É que o outro, o Cravinho, é usado na parte da tarde”.