Oberdan Ermita abordou alguns ensinos que, segundo ele, não condizem com a verdade sobre a agricultura brasileira
A verdade sobre o agronegócio brasileiro precisa ser dita. E esta verdade não está sendo ensinada nas escolas.
Esta é, em resumo, a ideia principal defendida num vídeo que circula através do WhatsApp em Rondônia.
O vídeo foi gravado pelo produtor rural, empresário e economista de formação Oberdan Ermita, de Pimenta Bueno.
No vídeo, o economista, que também é presidente da Sicoob Credip, dá exemplos reais de livros didáticos que expõem ensinos que, segundo ele, não condizem com a verdade sobre o agro brasileiro. Para ilustrar o que diz, o economista e produtor rural dá exemplos de conteúdos de livros didáticos da escola em que o filho dele estuda.
Uma das inverdades, segundo explica no vídeo, é sobre o aparente contraste entre a agricultura tida como comercial e aquela tida como familiar.
Com dados, estatísticas e recortes de jornal, Oberdan Ermita contrapõe cada um destes pontos apresentados nos livros escolares.
Eis um exemplo: ao contrário do que parece, a agricultura “comercial” não é uma monocultura, pois a diversidade não pode ser calculada com base em apenas uma propriedade, mas como o conjunto das propriedades rurais produtivas brasileiras. “O agro brasileiro não produz só um tipo de alimento. Produz vários”, diz o economista e produtor rural.
Outro exemplo é a relação entre a atividade agrícola, a mecanização e o meio ambiente: a mecanização da agricultura brasileira ajuda a dar segurança alimentar para a nação e não destrói o meio ambiente. “Atualmente, a agricultura ocupa 9% do território brasileiro, produzindo 250 milhões de toneladas por ano. Em contra partida, 66% do território nacional é preservado. Caso não houvesse a mecanização da agricultura, seriam necessários 36% do território nacional para produzir a mesma quantidade de alimentos produzida atualmente”, diz o economista, mostrando um recorte da Folha de São Paulo do dia 24 de abril de 1968 com a seguinte manchete: “Escassez alimentar no Brasil”.
Por fim, um dado impactante apresentado no vídeo é realmente de fazer pensar: se você acha o preço dos alimentos caros hoje, saiba que seria ainda mais caro caso não fosse o desenvolvimento tecnológico da agricultura. “Os preços dos alimentos diminuíram da década de 1960 para cá”, diz, apresentando um gráfico que mostra a variação (para baixo) do preço dos produtos alimentícios no Brasil.
No fim do vídeo, o economista faz um apelo: “Precisamos denunciar estas inverdades expostas nos livros didáticos e exigir que a verdade seja ensinada nas escolas”.
Ao FOLHA DO SUL ONLINE, o autor do vídeo esclarece que o objetivo do material não é criticar a escola em si, onde o filho dele estuda. “O objetivo é alertar para contrapormos ao viés ideológico presente na maioria dos livros didáticos brasileiros. Não tenho nada contra esta escola em particular e reconheço os esforços dos educadores, que muitas vezes recebem este viés e acaba tendo que transmitir adiante. A minha posição é apenas contrapor às ideias ensinadas nos materiais escolares e não contra as escolas”, diz o economista e produtor rural.
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Vídeo
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 19 de Janeiro de 2021, às 10:09