Uma preocupação é o clima, já que o grão não é muito resistente à seca
Junto com a colheita da soja, que está em andamento, também está sendo feito o plantio do milho safrinha na região de Cerejeiras.
Com boas perspectivas de produtividade, os produtores estão animados quanto ao resultado do milho safrinha, que será colhido a partir do fim de maio deste ano.
Para o presidente da Copama, Fabio Andreazza, a expectativa para a próxima safra de milho é boa em questão produção. “Se as chuvas não cortarem muito cedo, o que prejudica o desenvolvimento da planta, o milho terá uma boa produtividade nesta safra”.
O presidente do Sindicato Rural de Cerejeiras, Jair Roberto Gollo, afirma que a maioria dos produtores da região já plantou o safrinha. “Acredito que uns 90 por cento dos produtores já plantaram, pois a janela de plantio vai só até o dia 10 deste mês. Plantar depois desta data é muito arriscado. E a nossa expectativa de chuva é até meados de maio”.
Para o agrônomo Hugo Dan, de Cerejeiras, os produtores da região investiram no milho em detrimento de outras culturas por conta da expectativa de preço bom. “A cultura do milho é mais arriscada que a do sorgo, por exemplo, já que essa planta é mais tolerante à seca que o cereal. Mas o preço do milho tende a ser maior que o sorgo, por conta de movimentos no mercado. Mas, mesmo com estes riscos, devemos ter uma supersafra de milho neste ano”, disse.
Ao FOLHA DO SUL ONLINE, vários produtores e lideranças do agronegócio da região de Cerejeiras expressaram preocupação com a forte queda na bolsa brasileira e mundial, provocada pelo coronavírus e, no último fim de semana, pela queda do preço do petróleo nas cotações internacionais. O milho é uma alternativa ao petróleo na produção de combustível e, caso o produto fóssil fique muito barato, o governo brasileiro poderá sobretaxar a produção de etanol, o que mitigaria a demanda do cereal.
Autor:
Rildo Costa
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 10 de Março de 2020, às 11:55