Jovem relatou ameaças de morte e disse que ficar na cadeia será mais seguro

Seria apenas mais uma noite de plantão normal na Delegacia de Polícia de Juína, cidade do Mato Grosso a 240 km de Vilhena, se não fosse o fato de um jovem chegar assustado e pedir ao policial que estava de plantão que o prendesse.

Gilberto Alves da Silva de 21 anos, chegou na delegacia por volta das 20:00h e pediu ao policial civil Dito Costa, que o prendesse.

Segundo o policial, o rapaz estava bastante convicto de que queria ser preso, chegando a causar espanto no investigador, uma vez que situações como essa não costumam ser corriqueiras.

À reportagem do site Juína News, Gilberto Alves da Silva relatou que estava em regime semiaberto na cidade de Aripuanã pelo artigo 157, e também que já havia sido preso outras vezes por ser usuário de drogas. Relatou ainda que havia deixado de comparecer no fórum da comarca de Aripuanã para assinar confirmar presença, já que não poderia sair da cidade sem ordem judicial.

Há dois meses em Juína, onde morava com sua mãe, o rapaz relatou que  precisava resolver sua vida, acertando as contas com a justiça.

O policial civil Dito Costa estava na sala de entrada da delegacia efetuando alguns procedimentos de praxe, quando o rapaz chegou e pediu para ser preso.

No momento o policial pensou que se tratava de uma pessoa querendo fazer um boletim de ocorrências, mas o próprio Gilberto disse ter quebrado o regime semiaberto na cidade de Aripuanã e foragido para Juína, mas que pretendia pagar por seus crimes.

Gilberto Alves da Silva foi convidado pelo policial para entrar na sala e aguardar, enquanto seus dados eram checados no sistema da polícia, onde foi constatado que havia em seu desfavor um mandado de prisão preventiva expedido da comarca de Aripuanã.

Dito Costa fez um levantamento da ficha do rapaz, e  constatou que havia várias outras passagens na cidade de Aripuanã, por furto, receptação, formação de quadrilha, porte ilegal de arma, e várias outras no tempo em que o jovem era menor de idade Ele era considerado um rapaz bem problemático na cidade de Aripuanã.

O policial se disse muito surpreso, uma vez que o normal é a polícia ir atrás dos suspeitos e nunca o contrário, mas que neste caso o acusado confessou que estava sendo ameaçado de morte e acabou procurando a delegacia de polícia. Gilberto argumentou que, para ele,  será mais seguro permanecer preso.

O investigador Dito Costa ressaltou que até parabenizou o suspeito pela atitude que teve de se apresentar e pedir para pagar a justiça o que deve.

Gilberto foi preso e passará pela audiência de custódia, quando o juiz da comarca de Juína decidirá seu destino.