No ano de 2019 foram recebidas cerca de 350 medidas protetivas
 
 
Criada em Vilhena em novembro de 2018, com o objetivo de dar segurança às mulheres vítimas de violência doméstica, a Patrulha Maria da Penha (PMP) tem dado resultados positivos desde sua implantação na cidade. Atualmente, com um efetivo de três Policiais Militares, a patrulha busca fazer a diferença na vida de mulheres que, em algum momento,  sofreram violência doméstica, evitando a reincidência dos casos.
 
A 2ª Tenente PM Michele, chefe da Patrulha Maria da Penha, comenta que a guarnição entra em ação após o recebimento da Medida Protetiva de Urgência (MPU), e periodicamente realiza visitas à mulher de forma humanitária e acolhedora. O interesse dos componentes da Patrulha é, em primeiro lugar, a segurança da mulher e o bem-estar da família.
 
A Patrulha realiza rondas, fiscalizando o cumprimento da medida, verificando se os agressores estão respeitando a distância estabelecida, bem como a proibição de qualquer tipo de contato, seja por mensagens, ligações ou recados enviados através de terceiros. A medida protetiva contempla todos esses requisitos e deve ser respeitada. Havendo quebra,  é produzido um relatório e encaminhado ao Judiciário para as devidas providências, entre essas podendo culminar em prisão preventiva do agressor, que variaa de 3 meses a 2 anos, sem fiança.
 
Durante o acompanhamento à vítima também é observado o estado emocional e financeiro, podendo esta ser encaminhada a um dos parceiros da rede de atendimento as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
 
Para a chefe da guarnição, a Patrulha Maria da Penha realiza um trabalho humanitário junto as vítimas, trazendo segurança e tranquilidade para que elas possam se restabelecer, e muitas vezes recomeçar, a vida. Michele menciona que os atendimentos são na residência da mulher, para que ela se sinta mais confortável e os casos variam de situações leves até outras mais complexas.
 
No ano de 2019 foram recebidas cerca de 350 medidas protetivas e realizadas uma média de 646 visitas as mulheres. Não entra nesse número a ronda, quando a Patrulha passa observando o local, a casa e a movimentação.  Aos agressores chegou o quantitativo de 45 visitas de orientação.
 
Mensalmente chega para a Patrulha um quantitativo que varia de 30 a 50 Medidas Protetivas, sendo observado nas estatísticas que os finais de semana e nas quartas-feiras são os períodos em que ocorre o maior índice de registros pela Polícia Militar, dos quais alguns resultam em MPUs. Atualmente, 160 mulheres estão sendo acompanhadas pela PMP, com medidas que tem vigência de até 180 dias, conforme requer cada caso.
 
Para ser acompanhada, é necessário que a mulher efetue o registro de ocorrência na DEAM (Delegacia Especializada de atendimento à Mulher), na UNISP (Unidade Integrada de Segurança Pública), ou ainda no momento do fato acione a Polícia Militar pelo 190 -e após esse  registro, ela solicitar a autoridade policial a Medida Protetiva. Tão logo a medida chegue à PMP, a mulher recebe a primeira visita e as demais variam de acordo com a necessidade de cada caso.
 
Como parte dessa rede de atendimento, através da PMP, cada dia mais a Policia Militar de Rondônia tem se organizado no intuito de prestar o melhor serviço as mulheres vítimas de violência, com uma coordenadoria em Porto Velho que busca recursos e treinamento aos policiais, o trabalho alcança muitos progressos.
 
Para finalizar, o conselho dado pelos policiais que compõe a PMP para as mulheres que são vítimas é “busque orientação e denuncie. Você pode romper com o ciclo da violência, você não está sozinha, existe uma rede de apoio para te ajudar”, completou a tenente.