Não é de hoje que a motocicleta substitui animais como o cavalo no transporte de pessoas que vivem na área rural. Em fazendas e sítios, as máquinas deste tipo são comuns, relegando o uso animal de tração apenas a funções como tocar o gado nos pastos. A mudança também foi incorporada ao serviço de transporte de passageiros em cidades onde a atividade no campo é mais intensa.
É o caso, por exemplo, de Chupinguaia. Na sexta-feira da semana passada, a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE esteve na chamada “Capital do Boi”, onde o serviço de mototaxi está plenamente adaptado a esta realidade. Os dez profissionais do ramo autorizados a prestar o serviço tem nas corridas para a zona rural sua maior fonte de renda. Por isso há diferenças marcantes entre o modo que trabalham com relação a mototaxistas de Vilhena, em que são raras corridas para fora do perímetro urbano, a não ser o caso dos finais de semana, quando funcionam os balneários dos arredores da cidade.
Mas isto não se compara ao trabalho do gênero em Chupinguaia. Lá as motocicletas são mais potentes e mais altas que os modelos usados na cidade, pois devem enfrentar pistas de terra, subidas íngremes e trechos onde vegetação e estrada se confundem. As corridas chegam a ter percurso com até 50 quilômetros, e ainda existe muita movimentação entre a sede urbana do município e os distritos de Novo Plano e Boa Esperança.
Em função da própria singularidade, a tabela de preços do serviço de mototaxi é diferenciada daquela praticada em Vilhena. As corridas são tarifadas pela distância percorrida, custando R$ 1,20 por quilômetro. A curiosidade é que dentro da cidade o preço oficial de lá é mais alto do que aqui, apesar da área urbana ser muito menor.
Autor:
Da redação
Fonte:
FS
Publicado em 01 de Setembro de 2014, às 10:43