A procura pela primeira habilitação aumentou 30% depois dos recentes reajustes. A informação é de alguns donos de autoescola do município de Cerejeiras.
Esta informação dos instrutores de trânsito, entretanto, não confere com a reclamação de empresários do ramo em outras cidades do Estado. Uma recente reportagem do portal G1 dizia que a procura pela CNH caiu 80% na cidade de Cacoal.
O reajuste foi significativo, em termos de valor.  Antes das alterações, o preço para tirar uma carteira de motorista era de, mais ou menos, R$ 900, fora os exames exigidos e as taxas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Hoje, as autoescolas cobram R$ 1.500 somente pelos serviços de instruções.
Os donos de autoescolas em Cerejeiras afirmam também que o reajuste não foi promovido de forma arbitrária e deliberada pelo Governo nem pelas classes representativas dos Centros de Formação de Condutores. Dona de uma autoescola no centro da cidade, e que pediu para não ser identificada, uma empresária do ramo afirma que não se trata, na verdade, de um reajuste, mas de uma atualização de valores. “Havia 10 anos que mantínhamos o mesmo preço. Quase não dava mais para continuar trabalhando”, disse.
A informação que os donos de autoescola cerejeirense estão passando (de que a procura pela CNH aumentou depois dos reajustes) pode ter uma explicação. É que, em se tratando de Cerejeiras e região, realmente houve aumento pela procura devido ao intenso trabalho de fiscalização da Polícia Militar e, agora, do Exército, que passou a atuar fortemente nos municípios do Cone Sul. Somente na semana passada, para dar um exemplo específico, este repórter foi parado em duas blitzen, e em ambas as ocasiões foi exigida a apresentação da CNH.