Em visita à cidade de Cerejeiras nesta sexta-feira, 21, para participar de duas inaugurações de obras públicas, o governador do Estado, Confúcio Moura (PMDB), teve de se deparar com faixas e cartazes do movimento grevista da Polícia Civil mais uma vez.
Na semana passada, o movimento tinha promovido o mesmo tipo de ato na visita do governador a Vilhena.
A greve da Polícia Civil completou o 33º dia neste 21 de dezembro. Somente as ocorrências mais urgentes é que estão sendo atendidos nas delegacias pelos policiais.
Segundo o delegado sindical e agente da Polícia Civil, José Dorival, que mora em Vilhena mas  liderava a  manifestação em Cerejeiras, as reivindicações da categpria são três: promoção; precatórios e plano de cargos e carreiras.
Na última quinta-feira, 20, o governador já havia sinalizado um acordo referente à primeira reivindicação – a promoção.
Havia 34 policiais civis na manifestação de hoje, sendo 16 de Vilhena, seis de Colorado e 12 de Cerejeiras.
Em discurso, o governador quase não falou do movimento grevista da Polícia Civil. Apenas disse que é o governante que tem tido mais paciência com o movimento até hoje. “Nunca botei polícia para enfrentar nenhum manifestante”, disse. E prometeu: “Todos serão atendidos, pois prefiro a lógica da negociação”.
Em um trecho do discurso, Moura disse também que enfrentou nove greves neste mandato. “Sou o governador que enfrenta mais greves no Brasil”, arrematou.
O locutor oficial da solenidade, que não se identificou, afirmou: “Se fosse em outras épocas, vocês [grevistas] seriam tratados de outra maneira”.
No momento em que Confúcio Moura falava, os policiais grevistas se aproximaram com as faixas bem próximo à tenda de onde discursava o governador.