Na manhã desta quarta-feira, 06, os servidores do Fórum de Justiça de Cerejeiras também aderiam à paralização de meio período, ocorrida em todas as unidades judiciais do Estado, para protestar contra o atentado a bomba desferido contra juíza Keyla Alessandra Rocha de Almeida, na madrugada desta última segunda, 04, na cidade de Pimenta Bueno.

Num breve discurso feito no pátio do Fórum às 10h00 da manhã desta quarta, o juiz titular da Primeira Vara de Cerejeiras, Bruno Ribeiro, disse que o atentado à colega é, na verdade, um ataque que vai além de um ato praticado contra uma servidora pública. “O atentado contra a nossa colega é um atentado contra a sociedade, contra o Estado de Direito e contra a República Federativa do Brasil”, diz o magistrado cerejeirense.

Além do titular da Primeira Vara, a juíza Roberta Cristina Macedo, da Segunda Vara de Justiça de Cerejeiras, leu uma “carta aberta à sociedade rondoniense”. O mesmo manifesto está sendo lido em todas as unidades judiciais em Rondônia, e alerta à população para o teor deste tipo de ação. “Uma família foi atacada. Uma magistrada foi atacada. O Estado de Direito foi atacado”, diz um trecho do documento.

No final do manifesto público, que durou pouco menos de meia hora, a juíza Roberta Cristina disse que, no Cone Sul, um juiz já foi atacado. “Já houve o caso de um ataque a um magistrado em Vilhena, há muito tempo”, afirma.

Ainda segundo a magistrada, ameaças de morte contra juízes também já ocorreram no Cone Sul, incluindo em Cerejeiras. “Juízes já foram ameaçados aqui”, diz.

Mas, de acordo com a magistrada, nenhuma dessas ações criminosas vai intimidar o andamento da Justiça. “Isso não vai nos intimidar. Estamos unidos em todo o Brasil e em Rondônia também para fazer justiça. Nada vai impedir essa nossa missão”, encerrou.

Promotores de Justiça da Comarca de Cerejeiras também participaram do ato de protesto, mas não discursaram.